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I. APRESENTAÇÃO
II. ANTECEDENTES
  A.O CIR
B.Breve histórico do DSL
C.Controle social e gestão participativa
III. CARACTERIZAÇÃO
  A.População alvo e localização
B.Aspectos culturais e de organização social
C. Situação da terra e auto-sustentação
 
IV. REDE BÁSICA DE ASSISTÊNCIA
V. SITUAÇÃO DE SAÚDE ATUAL
VI. OBJETIVO GERAL
VII. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
VIII. METAS E ATIVIDADES
IX. OPERACIONALIZAÇÃO
X. CONTRAPARTIDA LOCAL

V. Situação atual de saúde

Os principais indicadores de saúde apontam para uma melhora progressiva da assistência à saúde no âmbito do distrito. A qualidade da notificação dos nascimentos e óbitos apresentou uma importante melhora nos últimos anos, o que torna difícil uma comparação com os anos anteriores. Na mortalidade geral existe um percentual significativo de óbitos por causas externas. O Coeficiente de Mortalidade Infantil vem mantendo uma tendência de queda, tendo como causas principais as doenças respiratórias e a mortalidade perinatal, com 20% do total de óbitos nesta faixa etária.

PRINCIPAIS INDICADORES DE SAÚDE

 

2000

2002

2005

2006

Nascidos vivos

907

1015

1151

 

Óbitos em < 1 ano

41

45

37

 

Óbitos gerais

149

143

152

 

CMI

45,2

44,3

32,1

 

CMG

5,9

5,2

4,7

 

Fonte:  Setor de Epidemiologia -  CIR/Saúde -  DSL/FUNASA/MS.  15.02.2006. 
Obs.: CMI - Coeficiente de Mortalidade Infantil / CMG - Coeficiente de Mortalidade Geral

A situação vacinal vem apresentando uma melhora progressiva nos últimos anos, devendo alcançar níveis mais satisfatórios em todas as faixas etárias após a implantação de salas de vacinas permanentes nos pólos-base. Nos últimos anos tem sido mantida uma freqüência de quatro visitas anuais para vacinação em todas as comunidades indígenas.

SITUAÇÃO VACINAL NAS COMUNIDADES

 

2000

2002

2005

2006

Pólio

40,8%

84%

96%

 

DTP

26,2%

83%

96%

 

Hepatite B

39,7%

85%

96%

 

Febre Amarela

71,1%

91%

96%

 

Sarampo

53,6%

87%

90%

 

BCG

54,2%

95%

100%

 

Fonte: Setor de Epidemiologia -  CIR/Saúde -  DSL/FUNASA/MS.  15.02.2006. 
Obs.: Dados relativos à faixa etária de 1-4 anos.

perfil epidemiológico observado nos últimos anos mostra a predominância das doenças infecto-contagiosas, destacando-se as Infecções Respiratórias Agudas, Doenças Diarréicas, Parasitoses Intestinais e Malária. Destacam-se ainda os ferimentos, acidentes por causas violentas e acidentes ofídicos. As doenças sexualmente transmissíveis tiveram incidência elevada em algumas regiões, tendo sido diagnosticados onze casos de AIDS nos últimos anos, com três óbitos registrados. 

QUADRO SINÓPTICO DE DOENÇAS E AGRAVOS

 

2000

2002

2005

2006

Anemia e Desnutrição

1547

1608

1644

 

IRA Leve

14583

12968

14836

 

IRA Moderada

6929

7730

10035

 

IRA Grave

2534

1946

1847

 

Doenças Diarréicas

3880

5068

4719

 

Parasitoses Intestinais

11352

13420

14462

 

Afecções Dermatológicas

8913

8268

9093

 

Ferimentos e Traumatismos

6844

7568

9034

 

Malária

2165

778

3262

 

Doenças de Notificação

274

67

129

 

Outras doenças

11598

13741

17631

 

Total Geral

70619

73162

86692

 

Fonte:  Setor de Epidemiologia -  CIR/Saúde -  DSL/FUNASA/MS.  15.02.2006.

A incidência de Tuberculose tem apresentado uma tendência à estabilização nos últimos anos, devido a uma melhor organização da rede de investigação e tratamento supervisionado nas comunidades, o mesmo ocorrendo em relação ao Calazar e Leishmaniose Tegumentar.

INCIDÊNCIA DE TUBERCULOSE E LEISHMANIOSE

 

2000

2002

2005

2006

Tuberculose

18

16

11

 

Leishmaniose Visceral

7

4

10

 

Leishmaniose Tegumentar

7

11

14

 

Fonte:  Setor de Epidemiologia -  CIR/Saúde -  DSL/FUNASA/MS.  15.02.2006. 

O quadro comparativo da incidência de Malária mostrou um decréscimo importante a partir do ano de 1995 quando foi implantado o programa de controle desta doença no DSL; nos últimos anos vem se observando um incremento importante na incidência, refletindo a situação geral do estado de Roraima, e também as epidemias da doença que ocorreram nas áreas de fronteira da Guiana e da Venezuela, onde se concentra a maioria dos casos no DSL.

INCIDÊNCIA DE MALÁRIA

 

2000

2002

2005

2006

Malária Vivax

1690

475

2658

 

Malária Falciparum

475

303

588

 

Total

2165

778

3262

 

Fonte:  Setor de Epidemiologia -  CIR/Saúde -  DSL/FUNASA/MS.  15.02.2006. 

Nos últimos anos observou-se um aumento nos óbitos causados por doenças degenerativas em geral, persistindo um elevado número de óbitos relacionados a problemas nutricionais, na gestação e no período peri-natal. Entre as principais causas de óbitos permanecem as Infecções Respiratórias Agudas, as Doenças Diarréicas e as Causas Externas, que apresentaram um grande incremente neste último ano. O grupo das causas mal definidas inclui os óbitos atribuídos a Doenças Indígenas, principalmente o “Kanaimé”.

MORTALIDADE POR GRUPO DE CAUSAS

 

2000

2002

2005

2006

D. Infecciosas e Parasitárias

17

16

16

 

Neoplasias

9

9

7

 

D. End. Nutric. Metabólicas

14

17

10

 

D. do Sistema Nervoso

3

3

3

 

D. do Aparelho Circulatório

14

11

12

 

D. do Aparelho Respiratório

13

3

24

 

D. do Aparelho Digestivo

7

10

7

 

D. do Aparelho Geniturinário

4

2

2

 

Gravidez, Parto e Puerpério

1

3

4

 

Afecções orig. Per. Perinatal

14

18

7

 

Anomalias Congênitas

8

5

4

 

Mal definidas e desconhec.

27

15

22

 

Causas Externas

18

31

34

 

Total Geral

149

143

152

 

Fonte:  Setor de Epidemiologia -  CIR/Saúde -  DSL/FUNASA/MS.  15.02.2006.

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